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Catedral de Burgos

Foto: LBM1948, CC BY-SA 4.0

Património UNESCO

Audioguia Catedral de Burgos (Catedral de Santa María de Burgos)

Burgos · 4 paradas · 60 min

O gótico feito renda de pedra e a sombra eterna do Cid, sob um zimbório que coroa um dos templos mais admirados da Europa.

  • 60 min de áudio
  • Arquitetura gótica

A primeira pedra da catedral gótica foi assente em 1221, por impulso do rei Fernando III e do bispo Maurício. Dedicada a Santa Maria, ergue-se no centro histórico de Burgos, a poucos metros do rio Arlanzón. A sua construção prolongou-se durante séculos, e daí que o conjunto combine elementos góticos, renascentistas e barrocos. A UNESCO declarou-a Património Mundial em 1984, e é a única catedral espanhola com essa distinção a título individual e não como parte de um conjunto urbano.

Entre as suas peças mais singulares contam-se as agulhas rendilhadas da fachada, o zimbório plateresco sob o qual repousam o Cid e Dona Jimena, o relógio autómato do Papamoscas e a Escadaria Dourada de Diego de Siloé. Um percurso de cerca de 60 minutos liga estes pontos às lendas que os acompanham.

O que ver

  • Agulhas rendilhadas da fachada — obra de Juan de Colonia, século XV
  • Sepultura do Cid e de Dona Jimena sob o zimbório
  • O Papamoscas — relógio autómato que abre a boca ao dar as horas
  • Escadaria Dourada — escadaria renascentista de Diego de Siloé
  • Capela dos Condestáveis — abóbada estrelada rendilhada

O que ver na Catedral de Burgos começa por uma data: 1221, o ano em que foi assente a primeira pedra do templo gótico, por impulso do rei Fernando III e do bispo Maurício. A história da Catedral de Burgos é a de uma obra que demorou vários séculos a completar-se e que hoje é considerada um dos cumes do gótico europeu. A sua arquitetura reúne camadas góticas, renascentistas e barrocas, e em 1984 a UNESCO atribuiu-lhe a categoria de Património Mundial, algo que em Espanha nenhuma outra catedral possui a título individual. A experiência completa vive-se percorrendo-a com o audioguia, que guarda para cada ponto o pormenor mais surpreendente. A sua praça alcança-se pelo Arco de Santa María, a antiga porta da muralha, e a melhor vista do templo a partir do alto obtém-se no Miradouro do Castelo. O gótico dos Colonia e de Gil de Siloé, presente na catedral, reaparece na Cartuxa de Miraflores.

A renda de pedra da fachada

Catedral de Burgos

Resumo desta parada

O percurso começa na praça de Santa María, diante da fachada principal. Ali apresenta-se a catedral dedicada a Santa Maria, em pleno centro histórico e muito perto do rio Arlanzón, com a fé medieval convertida em renda de pedra.

As duas torres rematam em agulhas rendilhadas, erguidas no século XV pelo mestre Juan de Colonia. A pedra perfurada lembra um tecido de renda, e essa finura explica boa parte da fama do conjunto.

Sobre estas agulhas circula uma lenda: conta-se que foram tão admiradas que se espalhou a crença de que traria desgraça a quem ousasse danificá-las, como se a própria catedral protegesse a sua obra de pedra. A narração oferece, no local, o resto da história.

Sob o zimbório, o Cid

Transepto e túmulo do Cid

Resumo desta parada

O segundo ponto situa-se no centro do transepto, sob o zimbório. A atual torre-lanterna, de estilo plateresco e decorada com figuras e estrelas, foi reconstruída depois de o anterior ter ruído em 1539.

No chão, uma laje marca o lugar onde descansam Rodrigo Díaz de Vivar, o Cid Campeador, e a sua esposa Dona Jimena, cujos restos mortais foram para ali trasladados em 1921. É o coração do templo e, ao mesmo tempo, o lugar onde o herói dorme sob uma estrela de pedra. O conjunto ilustra, além disso, como séculos de estilos diferentes convivem numa mesma construção.

A esta paragem associa-se o episódio do Cantar de Mio Cid, segundo o qual o herói, desterrado e sem dinheiro, teria enchido de areia duas arcas e as teria empenhado como se guardassem um tesouro. Segundo a tradição, um desses cofres é o que se conserva na catedral. Os pormenores dessa história ficam reservados para o audioguia.

O Papamoscas e a passagem do tempo

O Papamoscas

Resumo desta parada

Na nave central, o olhar dirige-se para o alto, onde se encontra o Papamoscas. Este relógio autómato abre a boca ao dar as horas, e a sua presença acrescenta uma nota de humor popular no meio da solenidade gótica.

A tradição de Burgos descreve-o com vida própria: um boneco que se ri de quem o olha e abre a boca como que a rir cada vez que passa mais uma hora. É uma crença popular, não um dado documentado, mas faz parte do carácter com que Burgos olha para a sua catedral.

Neste ponto menciona-se também o cofre do Cid, uma arca de madeira que se conserva no templo e que se liga a um célebre episódio do Cantar de Mio Cid. O audioguia articula ambas as curiosidades com o percurso.

A Escadaria Dourada e os séculos sobrepostos

Escadaria Dourada

Resumo desta parada

A última paragem chega diante da Escadaria Dourada, no braço norte do transepto. É uma escadaria renascentista de dois lanços e rica decoração, obra de Diego de Siloé, inspirada em modelos italianos e construída por volta de 1519 para vencer o desnível da Porta da Coronería.

Aqui o Renascimento dialoga com o gótico, e o templo mostra com clareza os seus séculos sobrepostos. Muito perto encontra-se a Capela dos Condestáveis, gótica, com abóbada estrelada rendilhada, mandada construir no final do século XV pelos Condestáveis de Castela.

O encerramento do percurso deixa ver como uma catedral erguida ao longo de séculos reúne arte de épocas diferentes, uma impressão que a narração completa no local.

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